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Inteligência Artificial

52% ou 14%? O que as pesquisas dizem sobre o uso de IA nas PMEs brasileiras e por onde começar pelo atendimento

Duas pesquisas de 2026 mostram números muito diferentes sobre o uso de IA em pequenos negócios brasileiros. Entenda por que, onde está a lacuna entre intenção e prática e como começar com IA no atendimento ao cliente.

29 de setembro de 2026 9 min de leituraPor Equipe Kentro

Se você acompanha as notícias sobre inteligência artificial em pequenos negócios, deve ter visto dois números que parecem brigar entre si. De um lado, o Sebrae diz que 52% dos pequenos negócios brasileiros usam IA. De outro, uma pesquisa da CNDL e do SPC Brasil aponta que apenas 14% das empresas já utilizam a tecnologia. Qual está certo?

Provavelmente os dois, cada um respondendo a uma pergunta diferente. E a diferença entre eles conta uma história útil para quem toca uma PME: existe uma grande distância entre experimentar IA e ter IA funcionando na rotina do negócio. Neste artigo, vamos entender essa lacuna e mostrar por onde começar pelo atendimento.

Os dois números e o que cada pesquisa mediu

Sebrae: 52% dos pequenos negócios usam IA

O levantamento do Sebrae, divulgado em 17 de agosto de 2026, ouviu 7.182 microempreendedores entre 24 de março e 8 de maio. Segundo os dados, 52% usam IA e 60% pretendem adotar ou ampliar o uso no próximo semestre. O principal uso é o aprimoramento de tarefas que já eram feitas por colaboradores (28%), seguido pela criação de novas funções (19%). Em 90% dessas empresas, o quadro de funcionários não mudou nos seis meses anteriores à adoção. Para comparação, a pesquisa cita que, nos Estados Unidos, 21% das pequenas empresas usam IA.

CNDL e SPC Brasil: 14% já usam e 24% pretendem usar

A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra um cenário mais cauteloso: 14% das empresas já utilizam IA e 24% pretendem implementá-la no curto prazo. Entre os empresários que querem adotar, 69% apontam marketing e vendas como prioridade e 49% citam o atendimento ao cliente. Além disso, 41% acreditam que a IA aumentará a competitividade e 52% consideram que ela pode contribuir para o aumento das vendas.

Por que a distância?

Não conhecemos a metodologia completa de cada estudo, então é prudente não cravar uma explicação. Ainda assim, três fatores costumam produzir diferenças como essa: o público pesquisado (microempreendedores versus empresas em geral), a definição de uso (qualquer ferramenta de IA versus uso integrado ao processo) e o período da coleta. Para quem decide, o importante é o que os dois estudos têm em comum.

O que as duas pesquisas têm em comum

  • Interesse alto: mais da metade quer usar ou ampliar o uso da IA, e há forte expectativa de ganho de vendas e competitividade.
  • Barreira de conhecimento: 38% dos que não usam IA, no levantamento do Sebrae, citam a falta de conhecimento sobre o que a tecnologia pode fazer. A pesquisa da CNDL e do SPC também destaca a falta de conhecimento prático.
  • IA para melhorar o que já existe: o uso mais comum é tornar mais eficiente o trabalho atual, e não substituir pessoas.
  • Atendimento e vendas no radar: são as áreas mais citadas quando o empresário pensa em onde aplicar.

Em outras palavras, o gargalo não é vontade. É saber por onde começar e como transformar a ferramenta em rotina.

A lacuna entre testar e integrar

Usar um assistente de texto para escrever uma legenda é diferente de ter uma IA respondendo clientes, registrando o histórico e passando a conversa para o atendente certo. A primeira é experimentação individual. A segunda é processo: exige canais organizados, regras claras e alguém responsável por acompanhar os resultados.

É por isso que muitas empresas dizem que usam IA, mas poucas sentem que ela mudou o resultado do negócio. Sem integração ao fluxo de trabalho, o ganho fica restrito a tarefas pontuais e não aparece nas métricas de atendimento e vendas.

Por que o atendimento é o melhor ponto de partida

Se a dúvida é por onde começar, o atendimento ao cliente reúne as melhores condições para o primeiro projeto de IA em uma PME:

  • Volume e repetição: grande parte das perguntas se repete, como horário, preço, endereço, status e agendamento.
  • Métricas claras: tempo de primeira resposta, taxa de resolução e satisfação mostram rapidamente se funcionou.
  • Risco controlável: é possível começar com temas simples e manter uma pessoa para casos sensíveis.
  • Impacto em vendas: responder rápido melhora a conversão de quem chega perguntando preço ou disponibilidade.
  • Canal já existente: o cliente brasileiro já está no WhatsApp, e a operação já acontece ali.

Plano prático em quatro passos

Passo 1: mapeie as 10 perguntas mais frequentes

Levante, com a sua equipe, as dez perguntas que mais aparecem no atendimento e escreva as melhores respostas. Esse material é a base do treinamento de qualquer IA e também melhora o atendimento humano.

Passo 2: reúna os canais em um só lugar

Se o cliente escreve no WhatsApp, no e-mail e no Instagram, e cada canal está em uma ferramenta diferente, a IA não terá contexto. Uma plataforma omnichannel concentra as conversas e mantém o histórico do cliente.

Passo 3: comece com IA em tarefas de baixo risco

Deixe a IA responder dúvidas frequentes, coletar informações iniciais e organizar a fila. A IA da Kentro, treinada por segmento, entende o vocabulário e os fluxos de setores como clínica, farmácia, imobiliária, provedor e varejo, o que reduz o esforço de configuração.

Passo 4: meça e expanda

Acompanhe por 30 dias o tempo de resposta, a taxa de resolução na primeira interação e o volume que precisou de humano. Com essas informações, amplie o escopo aos poucos. A gestão de atendimento da Kentro ajuda a acompanhar esses indicadores.

Erros comuns de quem está começando

  • Querer automatizar tudo de uma vez: comece pequeno e expanda com base em dados.
  • Ignorar o time: a IA funciona melhor quando o atendente participa do treinamento e ajuda a revisar respostas.
  • Não definir a passagem para humano: o cliente precisa saber como falar com uma pessoa quando necessário.
  • Escolher ferramentas isoladas: IA sem canais e histórico integrados tende a repetir perguntas e frustrar o cliente.
  • Não medir: sem indicadores, é impossível saber se a IA está ajudando.

Como a Kentro ajuda PMEs a sair do teste e chegar à rotina

A Kentro foi pensada para PMEs brasileiras que querem atendimento organizado e inteligente sem uma estrutura grande. Na prática, a plataforma oferece:

  • Painel único para WhatsApp, e-mail, chat e redes sociais, com integração à API oficial do WhatsApp Business.
  • Histórico do cliente compartilhado entre atendentes e canais.
  • IA treinada por segmento para respostas rápidas e encaminhamento correto.
  • Acompanhamento de indicadores para orientar a evolução do atendimento.

Conheça as funcionalidades e veja os cases de quem já usa.

Conclusão: o número que importa é o da sua operação

Entre 14% e 52%, o que interessa para a sua PME é outra pergunta: a IA está funcionando na sua rotina de atendimento e vendas? Se a resposta é não, a boa notícia é que o caminho é curto: organizar as perguntas frequentes, integrar os canais, começar com tarefas simples e medir. A vantagem de agir agora é aprender antes do concorrente, com risco baixo.

Quer dar o primeiro passo? Fale com a Kentro e veja como começar com IA no atendimento da sua empresa.

Fontes: pesquisa do Sebrae sobre uso de IA em pequenos negócios (divulgada em 17 de agosto de 2026, noticiada pelo Brasil em Folhas) e pesquisa CNDL/SPC Brasil com Offerwise sobre uso de IA nas empresas (noticiada pelo TrendsCE em 28 de setembro de 2026).

Perguntas frequentes

Quantas pequenas empresas brasileiras usam inteligência artificial?+

Depende da pesquisa. Um levantamento do Sebrae, divulgado em agosto de 2026, indica que 52% dos pequenos negócios usam IA. Já uma pesquisa da CNDL e do SPC Brasil aponta que 14% das empresas já utilizam a tecnologia de forma efetiva. As diferenças de público, metodologia e definição de uso explicam boa parte da distância.

Por que os números das pesquisas são tão diferentes?+

Cada estudo entrevista um público diferente e define uso de IA de um jeito. Perguntar se a empresa usa alguma ferramenta de IA, incluindo assistentes de texto, costuma gerar percentuais maiores do que perguntar se a empresa integrou IA à rotina operacional. Por isso é importante olhar a metodologia antes de comparar números.

Qual é a principal barreira para adotar IA em pequenos negócios?+

No levantamento do Sebrae, 38% dos que não usam IA citam a falta de conhecimento sobre as capacidades da tecnologia. A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil também aponta a falta de conhecimento prático sobre aplicações como principal obstáculo.

Por onde uma PME deve começar com IA?+

Pelo atendimento ao cliente e pelas tarefas que já existem: responder dúvidas frequentes, organizar contatos, agendar e priorizar conversas. Esses processos têm volume, métricas claras e retorno rápido, o que reduz o risco do primeiro projeto.

A Kentro serve para quem está começando com IA?+

Sim. A Kentro reúne WhatsApp, e-mail, chat e redes sociais em um painel único e oferece IA treinada por segmento, o que permite começar com casos simples e ampliar o uso conforme a equipe ganha confiança.

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